GUIA DE ACTIVISMO:
METODOS NÀO-VIOLENTOS E PREPARATIVOS PARA MANIFESTANTES CONTRA AS INJUSTIÇAS, MÁ GOVERNAÇÃO, CORRUPÇÃO, REPRESSÃO E CONTRA A DITADURA

- Adaptada no contexto angolano-
Como comportar-se e agir perante à repressão e o opressor
Durante o percurso da sua campanha você tem que cuidar da gestão de três tipos de recursos
apresentados tais como - humanos, materiais e tempo - você para implementar coloca
o plano em sentido inverso, mas você também irá prepara-lo para enfrentar as medidas da repressão que o seu adversário não vai deixar de usar.
Os métodos repressivos usados contra
um movimento de oposição são muitas e consistem
principalmente de pressão sobre seus membros e impedir ou
dificultar suas ações para evita-lo de agir de forma eficazr. Propomos, portanto, agora de aprender o máximo
possível para neutralizar a capacidade de seu adversário
para obstruir e controlar sua rede de comunicações interna e externa e, sua influência negativa sobre o moral de suas tropas: Se a moral dos activistas é alcançado e o adversário é capaz de antecipar todas  as ações de sua campanha, o movimento terá pouca chance de aplicação eficaz da sua estrategia não-violenta.
Os métodos repressivos de criar um clima de o medo, é um método frequentemente utilizado. O medo é uma reação que ocorre naturalmente em alguns circunstâncias,
quando o corpo e a mente se sentem ameaçados.
Despertar o medo é, portanto, uma ferramenta eficaz enfraquecer a capacidade de um movimento para agir. Então você vai aprender o que é medo, e como antenuar efeitos adversos através da comunicação e criar um clima de confiança dentro do seu movimento. Portanto, este é assuntos sérios, por isso sempre tenha em mente que não há vergonha em ser colocado na prisão por causa de seu compromisso com a liberdade e a democracia.

 
 

 

Carta de solidariedade e apoio moral á juventude corajosa contra ditadura, corrupção e má governação em angola

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'Angolagate': Eduardo dos Santos terá pago milhões para "comprar um julgamento" em Paris

15.09.2011
avo
Num livro que estará à venda amanhã em França, lê-se que o Presidente angolano terá pago 50 milhões de dólares a um intermediário próximo do Presidente Nicolas Sarkozy para "comprar" o julgamento, em Paris, de Pierre Falcone, figura central do caso 'Angolagate'. O livro "La Republique des Mallettes" ("República das malinhas", edições Fayard),
do jornalista Pierre Péan , descreve uma França dominada pela corrupção e pela circulação de avultadas somas de dinheiro, em "comissões ocultas", ao mais alto nível do Estado.

Segundo Péan, sulfurosos intermediários - considerados "perigosos" por Hervé Morin, ex-ministro da Defesa do Governo de François Fillon - circulam nos bastidores do Eliseu e dos principais ministérios de Paris (ler texto relacionado).

"La Republique des Mallettes", a partir de amanhã nas livrarias, relata diversos casos obscuros através sobretudo do percurso do obscuro homem de negócios francês, Alexandre Djourhi , com passado alegadamente ligado à delinquência.

"Tesouro de guerra"

No trabalho de 484 páginas, Djourhi e outros intermediários são implicados em negociações de diversos contratos militares e civis da França no estrangeiro que deram origem a avultadas "comissões ocultas".

"O objetivo destes negócios era um só: constituir um 'tesouro de guerra' para as campanhas eleitorais", escreve Péan.

No livro são acusadas de "ligações perigosas" diversas personalidades francesas de primeiro plano: do ex-presidente, Jacques Chirac, ao ex-primeiro-ministro, Dominique de Villepin, passando pelo atual presidente, Nicolas Sarkozy e o seu ex-braço-direito no Eliseu e atual ministro do Interior, Claude Guéant.

"Comprar um julgamento"

Em "La Republique das malinhas", o autor assegura que o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos , terá pago 50 milhões de dólares a Alexandre Djouhri para "comprar um julgamento" e, desse modo, libertar da prisão Pierre Falcone, figura central do caso 'Angolagate', sobre uma venda de armamento russo a Angola nos anos 1990.

Já na fase final do processo, a partir de 2008, Péan implica diretamente Claude Guéant nas fortes pressões de bastidores sobre a Justiça do seu país. Este último, então secretário-geral do Eliseu, teria mesmo jurado aos angolanos - na véspera da sentença que condenaria Pierre Falcone, a 27 de outubro de 2009, a uma pena de prisão - que ele seria libertado!

Os angolanos acreditaram piamente em Guéant e Falcone também porque, diz o autor, este último até tinha já comprado um bilhete de avião para a China, com voo marcado para a própria noite do dia da leitura da sentença!

Djouhri, que teria recebido o dinheiro de José Eduardo dos Santos contra a promessa da libertação de Pierre Falcone e teria distribuído uma parte por personalidades francesas não identificadas no livro, teria ficado furioso com a sentença e acusou Patrick Ouart, conselheiro para a Justiça de Nicolas Sarkozy, de ter manobrado nos bastidores contra a libertação de Falcone.

Pierre Péan chega a escrever que Djouhri, já no passado implicado em casos de agressões e ajustes de contas físicos, ameaçou de morte Ouart. Devido às ameaças, diz o autor, Ouart demitiu-se do cargo no Eliseu no fim de novembro de 2009.

Depois disso, assegura Péan, Claude Guéant pegou novamente no dossiê e tentou sem sucesso libertar, através de um procurador, o mandatário do Governo angolano para a compra de armamento, que tinha sido condenado por "venda ilícita de armas", "abuso de bens sociais", "fraude fiscal", "tráfico de influências ativo" e "branqueamento de capitais".

Pierre Falcone acabaria por ser libertado, em recurso, pelo Tribunal da Relação, apenas a 29 de abril de 2011, que o limpou de praticamente todas as acusações.

A ingenuidade de Eduardo dos Santos

Mas, neste capítulo do 'Angolagate', Pierre Péan garante que Nicolas Sarkozy também tentou tudo para contentar os pedidos insistentes de Eduardo dos Santos para a libertação de Falcone e a retirada das acusações de tráfico de armas contra Angola.

Péan sublinha que o 'Angolagate' estava a criar graves problemas aos negócios franceses em Angola e que Nicolas Sarkozy enviou durante o processo judicial emissários a Luanda para tranquilizar José Eduardo dos Santos e lhe prometer que "a página do passado estava definitivamente virada".

Mas, do relato, sobressai o que Péan sugere ser uma grande ingenuidade de Eduardo dos Santos - Djouhri tê-lo-ia convencido que, "com muito dinheiro", estaria em condições de controlar a Justiça e impedir que Pierre Falcone fosse preso!

A leitura do autor do livro é que o Presidente angolano acreditou nas promessas do intermediário porque ele era "apadrinhado" por Claude Guéant. "Para o Presidente angolano quem diz Claude Guéant, diz Nicolas Sarkozy", escreve Péan.

O autor diz que a maior parte do dinheiro pago por José Eduardo dos Santos a Alexandre Djouhri foi parar a contas em Hong-Kong ou Genebra. "Apenas cinco milhões teriam chegado em notas a Paris através de um avião da Sonangol, a companhia petrolífera angolana, e teriam sido distribuídos a destinatários que as informações oficiosas não designam", lê-se em "La République des mallettes".

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