01.07.2012

Novo presidente do Egito toma posse e promete governo inclusivo

Mohammed Morsi jurou respeitar a constituição e prometeu ser o presidente de todos os egípcios. O líder islâmico é o primeiro presidente eleito democraticamente na história do país mais populoso do mundo árabe.

O presidente eleito do Egito, Mohamed Morsi, prestou juramento oficial neste sábado (30/6), na Suprema Corte Constitucional, no Cairo. Na sexta-feira, Morsi já havia feito um juramento simbólico em discurso para dezenas de milhares de pessoas na praça Tahrir, na capital egípcia.

"Juro pelo Deus todo poderoso preservar sinceramente a ordem republicana e respeitar a constituição e as leis, além de cuidar totalmente do interesse do povo", disse Morsi diante de 18 magistrados da corte egípcia neste sábado. Os presidentes anteriores costumavam jurar obediência à constituição do país no parlamento egípcio.

Após a cerimônia na corte, o presidente realizou o primeiro pronunciamento oficial à população na Universidade do Cairo. Mohamed Morsi é professor de Engenharia e exerceu a função líder da Irmandade Muçulmana até ser eleito presidente. O primeiro presidente civil do Egito, eleito democraticamente, é também o primeiro líder islâmico do país mais populoso do mundo árabe.

Um Estado civil

Morsi declarou mais de uma vez que fará um governo inclusivo. No discurso de sexta-feira, na praça Tahrir, o presidente reiterou que o povo egípcio é "a fonte do poder e da legitimidade, e que não existe qualquer instituição acima disso". Morsi se mostrou extremamente cuidadoso ao se dirigir à minoria cristã, representada por 10% da população egípcia.

Ele prometeu um "estado civil" para "os mulçumanos e os cristãos do Egito". Morsi foi declarado presidente no último domingo (24/6), após obter quase 52% dos votos nas eleições presidenciais de 16 e 17 junho. O atual presidente derrotou o ex-primeiro-ministro de Mubarak, Ahmed Shafiq, que também foi general do exército.

Durante a cerimônia de juramento, um forte sistema de segurança foi visto nas imediações no prédio do Tribunal Constitucional, no sul do Cairo. O Conselho Supremo das Forças Armadas governava o país desde a queda de Hosni Mubarak, forçado a deixar o poder após revolta popular, em fevereiro de 2011.

Cuidado com militares

A posse de Morsi também sinaliza uma vitória pessoal. Ele não foi o primeiro candidato da Irmandade Muçulmana para as eleições presidenciais. O primeiro nome escolhido pelo partido era Khairat el-Shater, que teve a candidatura impugnada devido a registros criminais no regime de Mubarak.

Morsi tem evitado confronto direto com as autoridades militares do Egito. Durante seu discurso na praça Tahrir, além de defender a soberania do povo, destacou a importância da unidade, e de atender aos objetivos da revolução.

Por mais de uma semana, milhares de ativistas, sobretudo islâmicos, têm acampado na praça Tahrir, exigindo o fim da controversa constituição temporária do país, instituída pelo governo militar. O documento é visto por ativistas como uma forma de os generais se continuarem próximos ao poder.

Apoio à Palestina e à Síria

Durante seu pronunciamento na Universidade do Cairo, Morsi falou também aos povos palestino e sírio. "O Egito, seu povo e instituições presidenciais estão ao lado do povo palestino até eles recuperarem todos os seus direitos", disse o presidente, que também apelou para o fim da violência na Síria e disse estar ao lado do povo sírio. Morsi disse ainda que o Egito não vai interferir em questões internas de outros países, assim como não quer intervenção em seus assuntos internos.

MP/ape/afp/dpa
Revisão: Francis França

 

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